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Governo de SP trava R$ 1bi de investimentos na Linha 16 do Metrô

Morosidade do Governo de SP sobre pátio da Linha 16 trava investimentos de R$ 1bi, diz Polo Empresarial Mooca
Valor envolve aquisição de máquinas, equipamentos industriais e tecnologias, ampliação de estruturas logísticas e modernização de plantas
Entidade cobra “prioridade política” da SPI e do governador sobre alternativas de área para implantação do pátio de manobras de trem da nova linha do metrô
 Projetos de expansão, modernização de operações e ampliação de estruturas logísticas que somam mais de R$ 1 bilhão estão em compasso de espera para sair do papel na Mooca diante da morosidade do Governo do Estado de São Paulo em bater o martelo sobre a localização da área que abrigará o pátio de manobras da futura Linha 16-Violeta do Metrô. A estimativa de investimentos represados é do Polo Empresarial Mooca, com base em dados de associadas da região. A Mooca abrange ao todo 228 indústrias, que empregam mais de 70 mil trabalhadores diretos e indiretos, com faturamento anual superior a R$ 12 bilhões.

Mais de seis meses já se passaram desde o encerramento da consulta pública realizada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), no final de 2025. Na ocasião, empresários da região apresentaram contribuições e estudos técnicos de alternativas de áreas e reuniram-se com representantes do Governo e da SPI para discutir como compatibilizar o desenvolvimento da mobilidade da cidade com a preservação da atividade produtiva estratégica em São Paulo.

“O processo produziu alternativas economicamente viáveis e as reuniões foram bastante positivas. O Governo tem estudos e interlocução com os empresários. Falta transformar isso em ato, agora é uma questão de prioridade política”, afirma Festa. Segundo o Polo, os investimentos atualmente em compasso de espera na Mooca envolvem aquisição de máquinas e equipamentos industriais, ampliação de estruturas logísticas, modernização de plantas produtivas e implementação de novas tecnologias e inovações, tanto em empresas de grande porte, como Ferrolene (distribuidora de aço para montadoras), Cyberglass (fabricante de vidros) e Lorenzetti (indústria de soluções para aquecimento de água), como em empresas de pequeno e médio portes.
Capacidade de dar resposta
Além de abrigar um dos mais importantes polos industriais da capital paulista, a Mooca concentra grandes operadores logísticos e centros de distribuição responsáveis pelo abastecimento de cadeias produtivas, do varejo e do comércio eletrônico, que consolidaram a região como o maior eixo de distribuição de mercadorias do Estado de São Paulo. A Mooca também possui localização estratégica na infraestrutura de transportes da capital por sua conexão a linhas de trem, metrô e importantes corredores viários, que transformaram a região em ponto de apoio à logística urbana e ao abastecimento da cidade.
A mobilização empresarial começou no segundo semestre de 2025, quando a entidade, então denominada Associação Av. Henry Ford, Mooca e Região, coordenou a participação de empresários nas audiências públicas promovidas pela SPI para discutir a implantação da Linha 16-Violeta. O debate voltou a ganhar corpo nas últimas semanas após a indicação do governador Tarcísio de Freitas de construir uma agenda ambiciosa de desenvolvimento econômico e iniciativas para atrair investimentos em setores estratégicos, como semicondutores, manufatura avançada e tecnologia.
Para o Polo Empresarial Mooca, a agenda é relevante para o futuro do Estado, por isso, precisa ser acompanhada de capacidade do poder executivo de dar respostas às demandas de regiões que já concentram empresas, investimentos, empregos, arrecadação e infraestrutura produtiva. “A discussão sobre semicondutores é estratégica para o futuro do Brasil e precisa avançar. Por isso, o Governo deve ter capacidade de garantir respostas também a assuntos envolvendo negócios que já movimentam a economia”, diz Festa.
Sobre o Polo Empresarial Mooca
O Polo Empresarial Mooca é uma entidade dedicada à defesa da atividade produtiva e ao desenvolvimento socioeconômico. Com atuação multissetorial, reúne empresas da indústria, comércio, logística, distribuição e serviços.
A instituição atua como plataforma de articulação entre o setor produtivo e as diferentes esferas de governo — municipal, estadual e federal — além de dialogar com os poderes Legislativo e Judiciário na construção de políticas públicas voltadas à competitividade, modernização e crescimento econômico sustentável.Fonte: Débora Nogueira – Agência Blue Chip

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